
domingo, 2 de outubro de 2011
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Comemorações do Centenário da República

2ª - Em Miranda do Corvo foi inaugurada a Praça da República, pelas 15,30h, onde se encontra a “Cápsula do tempo”. Este projecto foi da autoria do Grupo Disciplinar de História que contou com o apoio de umas centenas de alunos. Estes escreverem uma carta dirigida a um colega, falando da escola, de Miranda do Corvo e de Portugal. Só no dia 5 de Outubro de 2060 a Cápsula será aberta, projectamos nós, numa cerimónia pública comemorativa dos 150 anos da República e, então, serão entregues as missivas aos alunos que tiverem o ano, turma e número daqueles que escreveram.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Visita do Prof. Dr. Carvalho Homem
Esta sessão, tal como a visita da Dr.ª Graça Abranches, será aberta a todas as turmas do secundário, bem como à Comunidade em geral.
Apareçam. Esperamos por vocês!
Professor Doutor Amadeu Carvalho Homem
Professor Doutor Amadeu Carvalho Homem é professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A sua investigação tem privilegiado a teorização política do Liberalismo, da Democracia e do Socialismo em Portugal, no decurso do período contemporâneo.Dr.ª Graça Abranches
Esta sessão será aberta a todas as turmas do secundário que estejam interessadas em tal assunto, bem como à Comunidade em geral.
Aparece. Contamos com a tua presença!
Importância do Dia Internacional da Mulher
Este dia pretende chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa; perceber o seu papel na Sociedade; contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostas à mulher.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Afonso Augusto da Costa
Seia, 06-03-1871; Paris, 11-05-1937
Advogado, professor universitário, doutrinador e político republicano (parlamentar, estadista e diplomata).
Licenciou-se (1894) e doutorou-se (1895) em Direito na Universidade de Coimbra. Foi um advogado de grande prestígio e um dos juristas mais respeitados do seu tempo devido ao rigor da argumentação e fundamentação das suas teses. Foi professor na Universidade de Coimbra (Direito Civil, 1896, Economia Política, 1896‑98 e Organização Judiciaria, 1897‑1901), na Escola Politécnica de Lisboa (Economia Política, 1911), na Faculdade de Estudos Sociais e de Direito (depois Faculdade de Direito) de Lisboa – que fundou (1913) e de que foi o primeiro director – e no Instituto Superior de Comércio (1915).
Republicano desde a juventude, publicou (1890), com António José de Almeida, o jornal anti-monárquico Ultimatum e esteve implicado nas revoltas de 31 de Janeiro de 1891 e de 28 de Janeiro de 1908, tendo então sido preso. Ainda durante a monarquia, foi deputado pelo Partido Republicano (1899, 1906-07, 1908 e 1910), notabilizando-se pela violência dos seus discursos contra o regime monárquico e desempenhando assim um importante papel na agitação política que antecedeu a sua queda.
Proclamada a República (5 de Outubro de 1910), foi parlamentar (1911-26) e assumiu funções governativas como Ministro da Justiça (1910-11), Ministro das Finanças (1913-14 e 1915-17) e Presidente do Ministério (1913-14, 1915-16 e 1917), tendo sido um dos ideólogos do novo regime e o principal artífice da sua arquitectura política e do seu ordenamento jurídico.
Para além do contributo que deu à Constituição Republicana (1911), devem-se-lhe as iniciativas políticas que conduziram à elaboração de leis como a Lei da Família, a Lei do Registo Civil, a Lei do Divórcio, a Lei da Separação do Estado e das Igrejas (1911), a Lei do Inquilinato, a Lei da Reorganização Judiciária, a Lei da Reforma Monetária, a Lei da Expulsão das Ordens Religiosas, etc.. Deve-se-lhe também a elaboração do primeiro Orçamento de Estado devidamente organizado e equilibrado desde o estabelecimento do liberalismo em Portugal. Defensor da causa aliada, foi um dos promotores da participação de Portugal na 1ª Grande Guerra.
Foi o principal instigador da revolta contra a ditadura de Pimenta de Castro (1915) e, no seguimento da subversão sidonista do regime (1917), esteve preso durante três meses e acabou por se exilar em Paris (1918).
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Carolina Beatriz Ângelo: Uma mulher convicta

Em 1902 concluiu o curso de Medicina na Escola Politécnica e Médico-Cirúrgica em Lisboa, tornando-se a primeira mulher a exercer a profissão de médica cirurgiã.
Feminista convicta fundou a Associação de Propaganda Feminista em 1911, contando com o apoio de outras feministas da época, como Elzira Dantas, a esposa de Bernardino Machado que viria a ser Presidente da República Portuguesa em 1915 e 1925.
Na época de Carolina a lei afirmava que podiam votar "cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família". Sendo viúva e licenciada, esta mulher republicana e muito determinada lutou para que lhe permitissem votar uma vez que, na lei, nada o proibia. Infelizmente a sua luta saiu gorada, pois embora lhe tenham reconhecido o pedido, a lei foi mudada no ano seguinte estabelecendo, de forma muito clara, que os tais “chefes de família” teriam de ser do sexo masculino.
Carolina lutou fervorosamente pela Emancipação Feminina, tendo sido a primeira mulher a votar em Portugal e no quadro dos doze países europeus que vieram a constituir a União Europeia.
Angelina Vidal: Uma mulher com garra

Pertencia à Burguesia, mas apesar disso, desde muito cedo, interessou-se pelas classes mais desfavorecidas, perseguindo assim o seu ideal de viver numa sociedade mais justa e liberal.
Angelina Vidal foi colaboradora de “A Voz do Operário”, mas também de outros periódicos como “O tecido” e “O Trabalhador”. Foi proprietária e principal redactora do Sindicato, Justiça do Povo e Emancipação.
Para além da Solidariedade para com a Classe Operária e do seu desejo de justiça social, Angelina Vidal também se dedicou à poesia e às peças de teatro.
Ana de Castro Osório: Uma mulher feminista
Ana de Castro Osório nasceu em Mangualde no dia 18 de Junho de 1872 e morreu em Setúbal no dia 23 de Março de 1935.Escritora (literatura infantil), pedagoga, feminista e activista republicana portuguesa, foi a pioneira na luta pela igualdade de direitos entre o homem e a mulher, em Portugal.
Em 1905 escreveu o primeiro manifesto feminista português intitulado Mulheres Portuguesa. Ana de Castro Osório foi uma das fundadoras do Grupo Português de Estudos Feministas (1907) e da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1907), entre outras…
Foi casada com Paulino de Oliveira, que era membro do Partido Republicano, tendo colaborado com o Ministro da Justiça, Afonso Costa, na elaboração de Lei do Divórcio, bem como com o Presidente da República eleito em 1915 e, mais tarde, em 1925, Bernardino Machado, apoiante incondicional da igualdade de direitos entre os dois sexos.
Ana ficou conhecida como a criadora da literatura infantil em Portugal. Entre 1897 e 1935 publicou uma série de contos infantis Para as crianças que vinham em fascículos, possibilitando através dos pequenos livros uma maior acessibilidade na sua compra.
Também foi um membro da obediência maçónica Grande Oriente Lusitano e da Ordem Maçónica Mista Internacional “Le Droit Humain” – O Direito Humano.
Algumas das suas obras:
· Contos de Grimm (tradução do Alemão) – série Para as crianças
· A Garrett no seu primeiro centenário, 1899
· A nossa homenagem a Bocage, 1905
· A mulher no casamento e no divórcio, 1911
· Às mulheres portuguesas, 1905.
Quem foi Adelaide Cabete…
Nasceu em Elvas no dia 25 de Janeiro de 1867 e faleceu em Lisboa no dia 14 de Setembro de 1935. Mulher plena de convicções abraçou o ideário Republicano, foi professora, maçona e profundamente humanista. Ela acreditava que o motor do Mundo era a Solidariedade, defendendo mulheres grávidas, pobres, crianças, prostitutas e indígenas africanas. Durante mais de 20 anos presidiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, reivindicando o Direito ao mês de descanso antes do parto e o Direito ao Voto Feminino.Adelaide Cabete tornou-se ainda na primeira mulher a votar a Constituição Portuguesa, na cidade de Luanda (Angola).
O Feminismo em Portugal
O Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (fundado em 1914, por Adelaide Cabete) organiza o Congresso Feminista da Educação, que obteve um enorme impacto, quer nacional quer internacionalmente, dentro das Comunidades Feministas, das Comunidades de Intelectuais e Comunidades Políticas.
É dado então, o primeiro passo na Emancipação Feminina em Portugal…
Lisboa, 2004.
Oitenta anos depois reúnem-se, para comemorar o 80º Aniversário do Primeiro Congresso do Movimento Femininista, Femininistas Portuguesas, Académicas, Activistas e Investigadoras de diversos sectores. Nesta reunião foram analisados assuntos como a Liberalização do Aborto, a Sexualidade, as desigualdades entre homens e mulheres, entre outros. Neste Congresso foram homenageadas aquelas mulheres que, com muita coragem e determinação, desenvolveram a Emancipação Femininista Portuguesa.
A batalha de La Lys, a participação de Portugal na Iª guerra mundial
No dia 10 de Abril, o 4º exército, liderado pelo general Von Armin, saiu de Ypres, para reconquistar o sector português.
A participação de Portugal na guerra foi um acontecimento absolutamente penoso para a maioria da população portuguesa que ficou em estado de choque quando recebeu a notícia do massacre do exército português.
A Educação na Iª República (1910-1926)
Uma das prioridades do Governo da Iª República foi, sem dúvida, no ensino e na cultura. O combate à iliteracia era essencial para um país desenvolvido; em 1900, a taxa de analfabetismo, em pessoas com mais de sete anos de idade, era de 73%, tendo, partir de 1910, diminuído até aos 69%. No combate à falta de escolaridade o Governo criou reformas: o ensino primário passou a obrigatório e gratuito para as crianças entre os 7 e os 10 anos; criaram-se os primeiros Jardins-de-infância (João de Deus); investiu-se na formação de professores; construíram-se cerca de 1500 escolas primárias; criaram-se novas escolas do ensino técnico, isto é, escolas para a formação agrícola, industrial e comercial. Paralelamente, foram fundadas novas Universidades como a de Lisboa e a do Porto. Para os mais necessitados, o Governo concedia bolsas de estudo, apoiando a existência de escolas para adultos. Muitas destas medidas foram retiradas a partir de 1926.
Em contrapartida as mulheres que frequentavam a escola eram em baixo numero devido á cultura e aos valores da época em que existiam ainda muitas diferenças. Apesar do apoio à emancipação das mulheres dado por algumas personalidades dessa época, as mesmas estavam muito presas a convenções sociais e muito espartilhadas pelo conservadorismo cultural.
Os governos da Iª Republica estavam conscientes da importância que era a educação da população, pois uma população com formação e devidamente instruída é uma população activa e crítica para o desenvolvimento do país. Por outras palavras, a liberdade só existe quando a pessoa tem instrução e educação.
Rosária Fernandes- 10º ano C
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Bernardino Machado
Os pais e avós, tanto paternos como maternos, incutiram ao filho/neto a necessidade de estudar, pois só através da formação académica é que uma pessoa atingia a cidadania plena, com os direitos inerentes a qualquer membro da população. Bernardino foi um aluno brilhante na Universidade de Coimbra, onde concretizou uma carreira de professor universitário, tendo defendido o Doutoramento com 28 anos. Aos 31 anos casou-se com Elzira, uma jovem de 16 anos, casamento que durou seis décadas, até ao falecimento de ambos. O casal teve 19 filhos, mas a numerosa prole nunca impediu os pais de se dedicarem àquilo que consideravam importante. Bernardino foi eleito presidente por duas vezes, a primeira em 1915 e a segunda em 1925, mas das duas vezes não cumpriu o mandato na totalidade, sendo obrigado a partir para o exílio. O político foi um apaixonado pela causa educativa, defendendo uma educação e escolaridade para todos, incluindo as mulheres, tão parcas de direitos nessa época, bem como a dignidade profissional dos professores. Aliás, o seu apoio ao movimento feminista seria muito forte, pois era de opinião que as mulheres deviam ter direito ao voto, ao estudo e, de forma geral, à igualdade de direitos, em relação aos homens. Bernardino era conhecido pelas suas atitudes de cavalheiro para com os seus semelhantes, comportamento muito caricaturado pelos jornais da Iª República.Faleceu em 1944, com 94 anos de idade.
Autoria: Professora Anabela Monteiro
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Implantação da República

Em início do século XX, Portugal vivia uma situação económica difícil, como no resto da Europa, traduzindo-se em falências de bancos e empresas, quebra de investimentos, desvalorização da moeda, inflação, aumento dos impostos e do desemprego…
O agravamento das condições de vida, essencialmente do operário e das classes médias, gerava grande descontentamento nesses estratos populacionais. A descrença no regime monárquico português com o Ultimatum Inglês (1890) quando a Inglaterra, então uma das grandes potências mundiais, exigiu que as colónias deviam ser geridas por países capazes de tal (“Mapa Cor-de-Rosa” – Conferência de Berlim).
A primeira tentativa de implantar a República em Portugal, verificou-se no dia 31 de Janeiro de 1891, uma revolta motivada pela humilhação da população em relação ao Ultimatum.
Apesar do fracasso, os partidários republicanos aumentaram. O Governo ditatorial de João Franco (1907) e as longas ausências do rei D. Carlos, nas suas caçadas no Alentejo, agravaram ainda mais o descontentamento e sofrimento do povo.
O regicídio, em pleno Terreiro do Paço quando o monarca regressava de Vila Viçosa no dia 1 de Fevereiro de 1908 pronunciou a queda da monarquia portuguesa.
Assim, com a Revolução de 5 de Outubro de 1910, o regime republicano implantou-se em Portugal. Os revolucionários, chefiados por Teófilo Braga formaram o Governo Provisório, que acumulava essas funções com as de Presidente da República. O primeiro Presidente da República a ser eleito seria Manuel de Arriaga.
Implantada a República em Portugal esta procurou manter-se fiel aos princípios enunciados na campanha:
1) Respeito pela tradição municipalista, considerada a base de toda a organização política.
2) Implantação da democracia política e económica;
3) Efectivação da laicização social com o combate ao poderio religioso em todos os sectores da vida civil, nomeadamente no ensino.



